terça-feira, 13 de novembro de 2007

PROJETO MAIS CRIANÇA NA ESCOLA!!!





Projeto de apadrinhamento escolar

Com o objetivo de alfabetizar um número cada vez mais crescente de crianças, estamos construindo uma rede Solidária de Amigos que possam contribuir mensalmente, para o pagamento das despesas oriundas desta atividade:
professoras, material, alimentação, transporte e etc

Como Participar

Se você quiser participar do Projeto Mais Criança na Escola e nos dar as mãos na rede Solidária de Amigos do Remanso Fraterno, preencha o formulário de cadastro e contribua por mês, entregando a um trabalhador da SEF ou encaminhando para o
e-mail criancanaescola@sef.org.br .
Trimestralmente você receberá a planilha de gastos, o relatório das atividades com fotos e a certeza de estar atuando na construção de um novo cenário para um grupo significativo de crianças.


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Alimentos não perecíveis

2 quilos de Arroz 1 lata de Leite em pó
2 quilos de Feijão 1 lata de Óleo
2 quilos de Açúcar 1 quilo de Farinha de Mesa
2 pacotes de Biscoitos 1 quilo de Fubá
1 quilo de Macarrão 1 quilo de Sal

Essas doações dependem da contribuição de voluntários. Quanto mais alimentos em estoque, mais famílias poderão ser atendidas.


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Material Escolar

Usado na Creche, Núcleo e na Evangelização Infantil. Há grande necessidade de papel, lápis de cor, hidrocor, massa de modelar, giz de cera, cola, entre outros.


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Cartucho de impressora

Participe da campanha de cartuchos usados, que tem como objetivo arrecadar fundos para o Remanso Fraterno. Você pode depositar o cartucho na sede da Instituição, em São Domingos, Niterói ou nos telefonar, marcando uma data para que possamos recolher os cartuchos.


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Faça contato conosco pelos telefones 21 - 2717-8235, 2609-9930 ou
pelo e-mail: remanso@remansofraterno.org.br

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

ta chegando....





Ai,nem acredito!
Só falta mais um dia!
E ai......FÉRIAS!
Acordar tarde,ir pra praia....brincar com minha xumbukinha....namorar,sair com meus amigos,num fazer nada!!!
Nem acredito!
15 dias...só pra mim!
Isso é que é vida!Ta me dando até uma lesêra...afffff....

As 3 peneiras



"Augustus procurou Sócrates e disse-lhe:

- Sócrates, preciso contar-lhe algo sobre alguém! Você não imagina o
que me contaram a respeito de...

Nem chegou a terminar a frase, quando Sócrates ergueu os olhos do
livro que lia e perguntou:

- Espere um pouco Augustus. O que vai me contar já passou pelo crivo
das três peneiras?

- Peneiras? Que peneiras?

- Sim. A primeira, Augustus, é a da verdade.

Você tem certeza de que o que vai me contar é absolutamente verdadeiro?

- Não. Como posso saber? O que sei foi o que me contaram!

- Então suas palavras já vazaram a primeira peneira.

Vamos então para a segunda peneira: a bondade. O que vai me contar,
gostaria que os outros também dissessem a seu respeito?

- Não, Sócrates! Absolutamente, não!

- Então suas palavras vazaram, também, a segunda peneira.

Vamos agora para a terceira peneira: a necessidade. Você acha mesmo
necessário contar-me esse fato, ou mesmo passa-lo adiante? Resolve
alguma coisa? Ajuda alguém? Melhora alguma coisa?

- Não, Sócrates... Passando pelo crivo das três peneiras, compreendi
que nada me resta do que iria contar.

E Sócrates sorrindo concluiu:

- Se passar pelas três peneiras, conte! Tanto eu, quanto você e os
outros iremos nos beneficiar. Caso contrário, esqueça e enterre tudo.
Será uma fofoca a menos para envenenar o ambiente e fomentar a
discórdia entre irmãos. Devemos ser sempre a estação terminal de
qualquer comentário infeliz! Da próxima vez que ouvir algo, antes de
ceder ao impulso de passa-lo adiante, submeta-o ao crivo das três
peneiras porque:

Pessoas sábias falam sobre idéias;
Pessoas comuns falam sobre eventos;
Pessoas medíocres falam sobre pessoas."



Iiiiiiiiiiiiiiihhhhhhhhhh.....danou-se!

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Eu sei, mas não devia





"Eu sei que a gente se acostuma.

Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E porque à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora.
A tomar café correndo porque está atrasado. A ler jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíches porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a abrir a janela e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números da longa duração. A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que paga. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com o que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes, a abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema, a engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às besteiras das músicas, às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À luta. À lenta morte dos rios. E se acostuma a não ouvir passarinhos, a não colher frutas do pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda satisfeito porque tem sono atrasado. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.

Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.

A gente se acostuma para poupar a vida.

Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma."



(Marina Colasanti)

VIVA A VIDA







"Por muito tempo eu pensei que a minha vida fosse se tornar uma vida de verdade.

Mas sempre havia um obstáculo no caminho, algo a ser ultrapassado antes de começar a viver.

Um trabalho não terminado, uma conta a ser paga.

Aí sim, a vida de verdade começaria.

Por fim, cheguei a conclusão de que esses obstáculos eram a minha vida de verdade.

Essa perspectiva tem me ajudado a ver que não existe um caminho para a felicidade.

A felicidade é o caminho!

Assim, aproveite todos os momentos que você tem. E aproveite-os mais se você tem alguém especial para compartilhar, especial o suficiente para passar seu tempo; e lembre-se que o tempo não espera ninguém.

Portanto, pare de esperar até que você termine a faculdade;

até que você volte para a faculdade;

até que você perca 5 quilos;

até que você ganhe 5 quilos;

até que você tenha tido filhos;

até que seus filhos tenham saído de casa;

até que você se case;

até que você se divorcie;

até sexta à noite;

até segunda de manhã;

até que você tenha comprado um carro ou uma casa nova;

até que seu carro ou sua casa tenham sido pagos;

até o próximo verão, outono, inverno;

até que você esteja aposentado;

até que a sua música toque;

...não há hora melhor para ser feliz do que AGORA MESMO....

Lembre-se: Felicidade é uma viagem, não um destino"

(Alfred Henfil)

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

PERDÃO....





"Sonhei que o cervo ileso pedia perdão ao caçador frustrado."










Nemer Ibn El Barud citado por Jorge Luis Borges em Livro dos Sonhos, Editora Difel, São Paulo, 1986

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

NÓS TRÊS



O coisinha difícil essa.....irmã!
Parece que está implícito....briga,confusão!!!
Bom,lá em casa sempre foi assim....
"Você pegou a minha blusa."
"Mas você usou meu sapato semana passada."
"Devolve meu colar....."
"Cade o $ que te empretei pra comprar aquela bolsa?"
"Pedi pro papai me deixar sair?"
"Vamos ao médico comigo?"
"Apaga a luz,que eu quero dormi."
"Só que eu to lendo o livro,não vou apagar não......"
"Paaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaiiiii......"
"Paaaaaiiiiii...."
"Manheeeeeeeeeeeeee......"
"Meu namorado brigou comigo!"
"Aquele safado,descarado.....ele não vale nada.Você é muito maravilhosa pra um babaquinha que nem ele,deixa pra lá!"
"Comprei um chocolate pra você!"
"Ih....que que você tá querendo???"
"Me empreta sua jaqueta...."
"Não!"
"Então me devolve meu sapato!".....
Ahhhhhhhhh.....
Tudo de novo!
Era tão mais fácil dizer Te amo...embora seja tão mais difícil....




Essa é pra vcs,minhas irmãs mais linda do mundo que eu amo tanto,que eu brigo todo dia,que estão sempre nos meus pensamentos e que eu só quero ver feliz.....Amo vcs,Jeje e Su!

terça-feira, 4 de setembro de 2007

“Eu não sou de plástico”


A Campanha pelo uso de sacolas duráveis “Eu não sou de plástico” já conta com adesão de mais de cem estilistas de diversas partes do país, ONGs, Associações e outras entidades.
No próximo dia 12 de setembro, o Porão das Artes, no Parque Ibirapuera, abrigará a exposição de lançamento da campanha pelo uso de sacolas duráveis. O primeiro produto da campanha institucional de iniciativa da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) é a sacola de tecido “Eu não sou de plástico”, confeccionada por costureiras do Terceiro Setor.
A idéia é sensibilizar as pessoas para a necessidade de minimizar o consumo de sacolas e sacos plásticos, adotando o uso de sacolas permanentes, ao mesmo tempo em que a SVMA estuda medidas legais para promover a substituição gradual das sacolas de plástico por material durável.
Essa é só uma das maneiras de se conscientizar e mudar nossas atitudes.
Engraçado....eu dou aula de espiritismo(evangelização)no centro que frequento para crianças de 03 a 12 anos e lá tivemos no semestre passado um programa dedicado a esta questão,da consciência ambiental,do tratamento do lixo...E obviamente,eu e os outros tios acabamos aprendendo e eu percebi que eu não faço nem um milésimo do que poderia fazer.Nem eu e nem ninguém da minha casa.Isso quer dizer que somo 5 pessoas e meia(tem a minha sobrinha fofucha de 1 ano),produzindo uma quantidade enorme de lixo e não se responsabilizando por nenhuma parte neste processo.
Algumas coisas eu já estou fazendo...tipo...economizar aguá,na hora de lavar louça,tomar banho,dar descarga...economizar luz em casa,usar menos descartáveis,gastar menos papel no trabalho,transformando tudo em rascunho,separando lixo e pedindo pra que todos da minha família colaborem e claro....ensinando meu alunos,lembrando eles do papel deles mesmo,porque criar uma mentalidade responsável agora é uma garantia pro nosso futuro!
Acho que podemos começar,mesmo que aos poucos sem muito radicalismo,porque a mudança é muito grande.Estamos muito acostumados a não nos importar...mas não há tempo pra esperar...o tempo é lixo!
Lançamento da campanha Eu não sou de plástico
Data: 12 de setembro (quarta-feira)Horário: 19h
Local: Porão das Artes - Parque Ibirapuera (Av. Pedro Álvares Cabral s/n - Portão 3)(Envolverde/Assessoria)

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Meditando...




Ando meio distraída ultimamente. Pensando em que?!?
Não sei. Acho que to num momento em que um ciclo se fechou e até que o outro comece......ai.............to pirando!
Claro que existem muitas coisas que me fazem segurar a onda e tentar esperar. Minha pequenininha,meus amigos e amigas ,meu namorado, minha família que me enlouquece...
Mas essa tal de ansiedade....affffffffff.....não me larga!
Meu terapeuta me falou duas coisas ontem que não saem da minha cabeça.
Uma é que posso vivenciar este momento de uma forma diferente da que estou acostumada. Funcionar diferente,ou pelo menos tentar....perceber a minha ansiedade,a minha inquietude e tentar sentir isso tudo diferente!
HÁ!Muito difícil!PUTZ!
É claro que ninguém me falou que ia ser fácil, mas p....
Enfim, to tentando ver isso.
A outra coisa, que está inteiramente relacionada a isso é:
“- Só o presente existe.Nada de passado,nem futuro!”
Bolante,né não?!?hehe....
Cara, to zuando porque realmente fiquei meio em choque. Claro,já tinha ouvido isso e até acho que vivenciei isso de alguma forma,que agora parece não fazer sentido.Tipo Carpe Diem, aproveitar o agora,sem medir conseqüências e etc....O que não tem nada a ver.
Isso de só existir o presente é: Viver cada minuto, cada segundo,porque é só o que você está vivendo,pode viver.O AGORA!
Daí ele me contou uma historinha: Um discípulo falou ao seu mestre Zen, que mesmo depois de muito meditar,ainda não tinha alcançado a iluminação!
O mestre lhe falou para que começasse então a prestar atenção em tudo que estivesse fazendo.
-Quando você for pegar água no poço, preste muita atenção em cada movimento que está fazendo...quando for jogar o balde no poço,observe o balde descendo,quantas vezes movimenta os braças para que ele toque a água,quanto demora para subir com a água,quantas gotas caem do balde no trajeto ,etc.
E então ele foi e seguiu as instruções do seu mestre.E enquanto estava fazendo ,prestava muita atenção em cada movimento,ação,som,cheiro...e sem perceber....
alcançou a iluminação!
É mais ou menos isso....eu sou péssima pra histórias,mas é mais ou menos assim...
Muito bom...acho q vou começar agora!
Quem sabe na daqui a cinco encarnações eu não chegou lá?!?

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Buscar e achar










"É verdade que sou velho – admitiu Govinda – Mas nunca cessei de pesquisar. Parece que será meu destino jamais abandonar a busca. Tenho a impressão de que também tu procuraste a senda. Não me queres revelar algo a esse respeito, meu prezado amigo?
Ao que replicou Sidarta:-- Que poderia eu dizer-te , ó reverendo? Só, talvez, que procuras demais, que de tanta busca não tens tempo para encontrar coisa alguma.-- Por quê? – replicou Govinda.
Quando alguém procura muito – explicou Sidarta – pode facilmente acontecer que seus olhos se concentrem exclusivamente no objeto procurado e que ele fique incapaz de achar o que quer que seja, tornando-se inacessível a tudo e a qualquer coisa porque sempre só pensa naquele objeto, e porque tem uma meta, que o obceca inteiramente. Procurar significa: ter uma meta. Mas achar significar: estar livre, abrir-se a tudo, não ter meta alguma. Pode ser que tu, ó venerável, sejas realmente um buscador, já que, no afã de te aproximares da tua meta, não enxergas certas coisas que se encontram bem perto dos teus olhos."







Sidarta, Hermann Hesse, Editora Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, 1968.

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Open your eyes

Tem tempo que não apareço por aqui. To trabalhando muito. E no finde, quem é que quer ver a cara de computador, depois de passar a semana toda em frente a um?!? Bom, mas hoje, depois de muitos estresses, muitas tensões, discussões, trânsito, buzina, gente mal humorada e mais um monte de coisas...hoje é sexta-feira,minha gente!Quero mais o que? Quando sair daqui,vou ficar rodeada de pessoas que eu gosto,de amigos,da minha família,que é maluca,mas é minha.....aiai...q delícia! Bom,e nesse clima de hoje é sexta,uhuuuuu....demorô,não estou querendo escrever sobre nenhuma questão existencial,drama da vida,coisa séria,olhar,perceber e sei lá mais o que! Quero só “dar uma dica”,como diz o povo do meu trabalho,quando quer te passar um problema....mas essa dica é muito boa,de verdade! Aproveitem hoje! Saiam do trabalho,olhem pro céu,andem com a cabeça erguida,passos largos,sorriam pra quem passar por vocês,dêem uma de maluco mesmo,é muito engraçado! Vão pra casa,rindo,cheguem em casa rindo,falem com seus amigos rindo,com seus amores,seus filhos,seus pais,sei lá,com quem for.....RIAM! Escutem uma música bem alto,de preferência aquela que dá vontade de sair correndo(uma sugestão é SNOW PATROL - Open your eyes),dancem,liberem toda a energia da semana,tomem um banho daqueles pra lavar a alma e se divirtam pelo resto da noite! Sempre.....sorrindo.... Eu tô indo! Fui......................................................




sábado, 11 de agosto de 2007

No Domingo


No domingo, acordamos com o despertador tocando.
Eram 6:30h da manhã e estava um frio que não me deixava levantar para olhar o tempo.Na verdade, acho que nem mesmo abrir os olhos direito , eu estava conseguindo.
Ele falou que o tempo estava nublado e que estava chovendo!
“Graças a Deus!, vou poder dormir mais um pouquinho”, pensei. “Deixaremos para outro dia nossa trilha em Teresópolis. Mas tínhamos combinado com amigos....Ah,droga!”
“-Amor, não vamos não?!?Vou ligar pro pessoal pra cancelar....”
“Ai,ai...por isso que te amo!”,continuei em silêncio,agradecida por ele estar com tanta preguiça quanto eu.
Toca o telefone.
Eles conversam, eu estou meio dormindo,acho que só escuto a parte que me interessa...
“- É, ta mesmo um tempo muito ruim. Então tá beleza! Vamo deixar pra outro dia...”
“Ai,nem acredito,ouviram as minhas preces...” Acho q foi meu último pensamento. Estava quase adormecendo....quando me dignei a abrir os olhos,meio que pra agradecer ao meu amor por seu tão lindo...
E foi aí que eu vi!
Ele,parado em frente a janela por onde entrava uma claridade que quase incomodava meus olhos...vi o contorno do seu corpo,em contraste com o dia...sua pele clara,seus movimentos lentos....Parecia um quadro ou mesmo a mais bonita fotografia.
E ali, naquele exato momento, me apaixonei novamente.
Apaixonei-me novamente pelo homem que já havia me apaixonado inúmeras vezes,pelo homem com quem já tinha vivenciado tantas experiências importantes,aprendido tanta coisa nova,diferente,por quem tinha me permitido arriscar, lutar,enfrentar,me dedicar,buscar,mudar,amar.
O homem que tinha escolhido escolher todos os dias da minha vida,e continuar escolhendo todos os dias que Deus me permitisse escolher.
Mas de alguma forma,naquele momento estava me apaixonando pela 1ª vez,por aquele homem,que eu conheci garoto,meio moleque,meio imaturo,que vi crescendo e vi se tornando um homem,vi se tornando uma pessoa admirável,cativante,apaixonante,mas que agora além de me apaixonar,eu estava amando.Amando o seu ser,a sua essência,a sua alma.
E eu fiquei,por mais um momento, sentindo esse amor,que eu imagino ser o amor que poderemos um dia sentir por todas as outras pessoas,indiscriminadamente,sem distinções,de raças e de cor;mas que naquele momento me fez muito feliz pela oportunidade de sentir,de me apaixonar,de amar.
Que sensação indescritível é essa...se apaixonar,amando.

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Palestra silenciosa



O método zen de ensino consiste em manifestar a realidade e não em falar dela e deve sempre tomar-se a sério embora nunca seja solene. Para apreciar a sua autêntica capacidade de ensinar temos de ultrapassar a nossa tendência a exprimir tudo com palavras. As palavras são imprescindíveis; o problema é que confiamos tanto nelas que as utilizamos como substitutos da realidade, conformando-nos com um mundo de conhecimento indireto – conhecimento acerca de – em vez do impacto intenso e imediato do que realmente existe antes de surgirem os pensamentos e as palavras. Utilizando as palavras adequadas a cada situação podemos viver nossas vidas sem jamais experimentar nada diretamente. Os métodos fundamentais do zen estão dirigidos a ajudar o discípulo para que este veja que a maneira convencional de conceitualizar o mundo é útil apenas em certos casos, mas carece de solidez; quando se decompõe o mundo dos conceitos, o discípulo consegue experimentar a realidade sem mediações, descobrindo a inexpressável maravilha que é a própria existência.Pensa-se que o iniciador do ensino zen foi o próprio Buda quando fazia discursos diários aos seus seguidores no Parque do Pico dos Abutres. Numa manhã, ao chegar, encontrou mil e duzentas pessoas que o esperavam, sentadas, para o ouvir falar. Sentou-se diante delas em silêncio e assim permaneceu por muito tempo. Finalmente, sempre em silêncio, mostrou-lhes uma flor. Ninguém compreendeu este gesto exceto uma pessoa que sorriu, percebendo que o que ele queria dizer é que não havia palavras que pudessem substituir a flor viva. O Buda disse então: “Este é o verdadeiro caminho, e eu transmito-o a vocês.”Deste modo indicou que a experiência direta da existência – a experiência do “aqui e agora” – consiste numa profunda penetração mística.





Zen, o Budismo nas Terras do Japão, Anne Bancroft, Edições del Prado, Lisboa, 1997

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Poeira do mar.



















Outro dia a noite,estava eu,correndo(não era andando não, correndo....) na praia percebi que já estava há quase uma hora ali e não tinha visto o mar!
Só o vi mesmo quando estava prestes a levar um banho por causa das ondas que batiam contra o calçadão e respingavam em quem estava passando pelo lado estreito em frente pedra de Itapuca.
Depois do susto,desacelerei um pouco , comecei a caminhar e percebi a Lua,incrivelmente redonda no céu,meio encoberto por algumas nuvem..mas ela estava maravilhosa...
“Nossa,como eu sou cega”,pensei!
Como consegui correr na praia e não enxergar o mar,correr ao ar livre e não olhar pro céu,pra Lua?!?
Fiquei tão encantada que resolvi me sentar num banco e olhar pra estes dois personagens,que são sempre principais em tantas histórias, e que na minha , quase tinham sido esquecidos.
Olhei.... muitas ondas, que estouravam na praia,trazendo na poeira do mar ...um cheiro de liberdade,de energia e de vida!
A gente tem mesmo essa sensação,de revitalização quando vamos a praia,tomamos um banho de mar,caminhamos pelo calçadão.
Outro dia estava conversando com uma pessoa que me disse uma coisa que explica essa sensação.
O Mar é o meio ambiente que tem maior concentração de espécies de seres vivos e em movimento no mundo, gerando um campo de energia vital,energia criadora.
Incrível mesmo!Oh presente bom esse que Deus nos deu.
Então,como é que se corre,caminha,passa,sei lá...pela praia e desperdiça a oportunidade de sentir essa energia,de recarregar as baterias?!?É,só mesmo não enxergando,não percebendo, na pressa do dia a dia,no corre-corre das mil coisas que a gente programa pra fazer .
E ali,sentada no banco do calçadão comecei a pensar nisso e me lembrei de um filme que vi(“Poder Além da Vida),que fala, entre outras coisas, de olhar para tudo,de aumentar a sua percepção das coisas e ver q a todo momento estas coisas estão acontecendo,ao mesmo tempo e que todas são únicas,são acontecimentos e situações que não se repetirão nunca mais e que todas tem a sua importância.
E nesse momento parei e comecei a fazer este exercício de olhar .
Olhei para tudo e era como se o mundo estivesse em câmera lenta.
Vi um pai caminhando com um filho e este,se esforçando para acompanha-lo,vi um casal namorados,conversando na areia,se abraçando,vi o mar,indo e vindo ,a espuma,vi o trânsito, vi alguém dentro de um carro escutando música e cantando,como se ninguém o estivesse vendo,vi um motorista de ônibus estressado,batendo no volante,vi um cara dormindo com a cara no vidro da janela,vi um senhor caminhando sozinho,vi a lua e as nuvens passando por ela,vi uma menina passando de bicicleta com o fone de ouvido,escutando música e chorando...
Vi tanta coisa. E só ali,perto de onde eu estava.
E para cada uma dessas pessoas e coisas que vi,ia imaginando uma história,tentando olhar pra elas como se as conhecesse.
Foi tão engraçado,foi tão estranho,mas ao mesmo tempo, foi muito especial porque parecia que estava olhando e realmente vendo e sentindo algo por elas.
Era como se elas passassem a existir verdadeiramente pra mim e eu pude senti-las.... raiva, pena, alegria, tristeza, carinho,....
Talvez seja esse o exercício diário,que devemos fazer para alcançar aquilo que tanto falamos e idealizamos:“amar ao próximo como a si mesmo”...
Como vamos amar alguém que nem ao menos conseguimos ver, nem ao menos sentir?!?
Acho q esse é o início de um longo caminho.Vamos dar o 1º passo?

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Na fila do banco.


Sentada na fila do banco, com meu caderninho no colo, comecei a escrever.
O legal é que agora esqueço até meu celular, mas meu caderno vai a todos os lugares comigo.
Qualquer oportunidade, vou lá e registro alguma coisa. Uma frase,um pensamento,uma imagem, uma música,um filme.
É muito legal,quando você faz esse movimento de criar e tal ou começa a escrever....passa a olhar para tudo como um possível material,um texto, assunto para uma narrativa.Muito legal!
Mas enfim, estava eu na fila do banco, e comecei a escrever sobre não ter o que escrever ou pelo menos pela minha aparente falta de assunto.
Vi que desde de que escrevi meu 1º texto,fiquei com um pouco de medo de escrever outros e ter que escrever sempre.
Percebi também que estava muito preocupada com o que as outras pessoas iriam pensar dos meus textos.
Além disso,depois de ter feito esse movimento,de montar um blog e tudo, e se por acaso, eu não escrevesse mais???Eu estaria mais uma vez abandonando as coisas?
Ai,cai a ficha.Eu vi!(Engraçado como estes clicks acontecem mais rápido agora...).
Eu estava desconfiando de mim, mais uma vez. Desconfiando da minha capacidade criativa, dos meus gostos, das minhas escolhas,das minhas decisões.
Estava colocando uma pressão enorme numa coisa que era pra ser prazerosa , agradável, me deixar bem, relaxada...
Ai ai ...Santa neurose!Como é difícil me livrar de você,ou melhor.....de vocês!
Então é isso ai,hoje,é isso que quero.Olhar pra isso e pensar:
-Vamos nos libertar das neuroses,vamos fazer as coisas,sem pressão,sem ansiedade e....como dizem....”ver qual é”...Sem muita pretensão,arriscar, ousar, “deixar a energia circular” e criar;e ai,se nada der, apagar,recriar,nos movimentar...Uma hora a gente acerta!

segunda-feira, 30 de julho de 2007

O q são as nossas escolhas?


Quando tomamos decisões e fazemos nossas escolhas,as julgamos corretas.Será?
Mas muitas são as vezes em que percebemos que estávamos enganados e nem ao menos imaginávamos quais seriam as suas reais conseqüências.
Existem situações em que até mesmo prevendo suas conseqüências,parece que não temos a real noção de como serão.
Muitas escolhas são contornáveis, outras muitas...e parece q as principais,mais importantes....não o são....ou pelo menos não vemos uma solução.
Já fiz tantas escolhas erradas,julgamento equivocados e o arrependimento, quase sempre inevitável.
Ainda assim escolhemos....
Primeiro porque temos que escolher.
Segundo porque acabamos por buscá-las como uma espécie de fuga ou pra não se acomodar muito tempo numa mesma situação e escapar da tão temida monotonia ,meio sem pensar ou pensando....sei lá....e acabamos nos perdendo.
Porém, optamos também por não escolher!
Não escolher terminar um relacionamento,não escolher mudar de carreira, não escolher começar a fazer aquela dieta,não escolher investir num novo relacionamento,numa nova amizade...Não escolher arriscar.Mas será que nos damos conta de que não escolher já é uma escolha?
Sim....estranho,porque quando eu escolho não terminar um relacionamento que já não me acrescenta nada,que faz com que eu me sinta presa ou limitada ou mesmo não me traz um pouco mais de felicidade,não me agrega valores e sentimentos,o que eu estou fazendo senão escolher permanecer infeliz,com uma sensação de que está faltando algo e acima de tudo me anulando para possibilidade de realmente viver um amor,pleno e vivo?!?
O que estou fazendo quando não escolho ou quando não busco minha realização profissional, quando insisto numa carreira que não é aquela que me satisfaz;senão construir em mim uma mentira,uma profissional que não amará o que faz,que não conseguirá se dedicar verdadeiramente,investir sua alma e seu coração num trabalho que escolhei para a vida?!?
Por muito tempo, e acho que até mesmo agora, algumas das minhas escolhas não são tomadas pelo MEDO, embora agora esteja percebendo isso.
Talvez para muitos,assim como pra mim o medo seja positivo em determinados momentos,pra que impeça de fazer algo ou ao menos faça refletir um pouco mais sobre aquelas escolhas impulsivas e irrefletidas.
Mas o medo também pode aprisionar, pode bloquear, paralisar mesmo, como muitos dizem. Por medo não fiz, não escolhi, não me “joguei”,não me dediquei,não senti,não vivi.
E então,como agir?
Acho que o importante é realmente olhar, tentar perceber o que é esse medo saudável, de preservação e o que é esse medo do comodismo e da inércia,que não nos permite arriscar,agir.
Engraçado, comecei escrevendo este texto há muito tempo atrás, acho mesmo que há alguns anos, e quando comecei a escrever, a minha idéia de escolha era muito diferente, tanto que só agora estou conseguindo entender o que pra mim agora,são as minhas escolhas.
Antes elas eram feitas por mim....e também pelos meus pais,amigos,namorado,colega de escola,trabalho,pelo padeiro,jornaleiro,etc....resumindo.....NÃO ERAM MINHAS ESCOLHAS!
E de repente,eu me vejo com 23 anos,fazendo uma faculdade que não gostava,num trabalho que não me acrescenta,buscando relacionamentos que não me satisfazem e amizades incompatíveis.O que realmente era meu?
Acho mesmo que só minha família e eu!Mesmo porque a minha família não tenho nem como dizer que não escolhi.É bem provável que tenha implorado,mas não vamos entrar nestes méritos.
E agora?Se nada, ou melhor,quase nada é meu....como eu vou saber que minhas escolhas serão realmente minhas?!?
E veio o medo, a paralisação,o comodismo,a inércia e com isso se passou tanto tempo e eu não escolhi,não escolhi nada!Bom....isso foi minha escolha,pelo menos.
Mas vi que não era esse o movimento que queria fazer. Eu queria fazer um movimento!
E depois de muito chorar, sofrer,pensar(é...pensar as vezes adianta)e refletir,percebi algo maravilhoso:posso escolher o que quiser, qualquer coisa e se me arrepender,posso escolher novamente!
É,percebi algo que já sabia,mas acho que só agora fez sentido.Dei uma volta enorme pra saber o que sempre soube,mas que por medo e imaturidade,me esqueci.Posso escolher,buscar,me jogar e se não der certo,posso fazer outra escolha...porque é assim que é a vida,uma escolha ou melhor,várias escolhas,diárias.
Isso eu aprendi há muito tempo atrás também,mas acho que só agora estou “vendo”:
A vida é uma sucessão de escolhas diárias.
Escolho estar no meu trabalho hoje,estar ao lado da pessoa que eu gosto hoje,escolho ser amiga dos meus amigos hoje, escolho conviver com cada uma das pessoas ao meu redor hoje,escolho não fazer a minha dieta hoje,escolho correr na praia hoje,escolho ouvir uma música,olhar para o mar,chorar,rir,olhar no olho das pessoas,brincar,sentir o amor,tudo isso eu escolho hoje.....escolho VIVER HOJE!
E amanhã???Amanhã serão outras escolhas......